quinta-feira, fevereiro 16, 2012

é sempre amor, mesmo que mude

Ela vai mudar,
Vai gostar de coisas que ele nunca imaginou
Vai ficar feliz de ver que ele também mudou
Pelo jeito não descarta uma nova paixão
Mas espera que ele ligue a qualquer hora

Só pra conversar
E perguntar se é tarde pra ligar
Dizer que pensou nela
Estava com saudade
Mesmo sem ter esquecido que

É sempre amor, mesmo que acabe
Com ela aonde quer que esteja
É sempre amor, mesmo que mude
É sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que passou

Ele vai mudar,
Escolher um jeito novo de dizer "alô"
Vai ter medo de que um dia ela vá mudar
Que aprenda a esquecer sua velha paixão
Mas evita ir até o telefone

Para conversar
Pois é muito tarde pra ligar
Tem pensado nela
Estava com saudade
Mesmo sem ter esquecido que

É sempre amor, mesmo que acabe
Com ele aonde quer que esteja
É sempre amor, mesmo que mude
É sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que passou

Para conversar
Nunca é muito tarde pra ligar
Ele pensa nela
Ela tem saudade
Mesmo sem ter esquecido que

É sempre amor, mesmo que acabe
Com ele aonde quer que esteja
É sempre amor, mesmo que mude
É sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que passou


terça-feira, fevereiro 07, 2012

nada mais restou
a festa acabou josé
a luz apagou,
a noite esfriou,

eu que sou sem nome,
que zombo dos outros,
que faço versos,
que amo, protesto?
e agora?

estou sem mulher,
estou sem discurso,
estou sem carinho,
só posso beber,
só posso fumar,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora?

e agora, José?
que faço eu?
que digo eu?
que penso eu?
como vivo agora?

se eu gritasse,
se eu gemesse,
se eu dormisse,
se eu cansasse,
se eu morresse...
mas não morro.

José já não passa de lembrança,
de papel amarelo,
de verso no vento,
de gosto de sal.

sorte tua José,
sem nome, sem nada, inexistente.
e eu, que vivo?
o que será de mim José?