nada mais restou
a festa acabou josé
a luz apagou,
a noite esfriou,
eu que sou sem nome,
que zombo dos outros,
que faço versos,
que amo, protesto?
e agora?
estou sem mulher,
estou sem discurso,
estou sem carinho,
só posso beber,
só posso fumar,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora?
e agora, José?
que faço eu?
que digo eu?
que penso eu?
como vivo agora?
se eu gritasse,
se eu gemesse,
se eu dormisse,
se eu cansasse,
se eu morresse...
mas não morro.
José já não passa de lembrança,
de papel amarelo,
de verso no vento,
de gosto de sal.
sorte tua José,
sem nome, sem nada, inexistente.
e eu, que vivo?
o que será de mim José?
a festa acabou josé
a luz apagou,
a noite esfriou,
eu que sou sem nome,
que zombo dos outros,
que faço versos,
que amo, protesto?
e agora?
estou sem mulher,
estou sem discurso,
estou sem carinho,
só posso beber,
só posso fumar,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora?
e agora, José?
que faço eu?
que digo eu?
que penso eu?
como vivo agora?
se eu gritasse,
se eu gemesse,
se eu dormisse,
se eu cansasse,
se eu morresse...
mas não morro.
José já não passa de lembrança,
de papel amarelo,
de verso no vento,
de gosto de sal.
sorte tua José,
sem nome, sem nada, inexistente.
e eu, que vivo?
o que será de mim José?
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